Para os poupadores que ainda não alcançaram a independência financeira, o seguro de vida é prudente e necessário. Lembro que na medida em que o patrimônio cresce, o valor do prêmio do seguro deve diminuir. Trazendo em termos práticos, se um investidor possui um montante de R$ 10.000,00 em despesas mensais e consegue 0,5% de ganhos líquidos de impostos e de inflação, ele precisará de um patrimônio formado de R$ 2.000.000 para ser independente, pois com este montante, as suas despesas mensais estarão garantidas sem a necessidade de renda ativa (resultante de trabalho) já que R$ 2.000.000 x 0,5% = R$ 10.000,00. Caso ele tenha apenas R$ 1.200.000,00, este investidor precisará de um seguro de vida com prêmio de R$ 800.000,00 para que, em caso de falecimento, a sua família continue com a renda mensal garantida.

Existem basicamente dois tipos de seguro de vida: os tradicionais e os resgatáveis. Os seguros tradicionais são os oferecidos no dia a dia, com capital segurado mais baixo (normalmente até R$ 300.000,00), sem exame pericial de adesão e com custo anual crescente. Estes seguros são normalmente oferecidos por bancos a clientes jovens, já que os clientes idosos não conseguem sustentar o valor anual do plano.
Estes seguros, por não fazerem exame pericial e serem genéricos em relação ao risco de morte, usam a idade como parâmetro e tomam como pressuposto que um jovem de 30 anos tem menos chance de óbito do que um idoso de 70, mesmo sem considerar que talvez esse jovem seja portador de alguma doença terminal, portanto à medida que o tempo passa o valor anual do seguro vai ficando maior, praticamente tornando-se insustentável no longo prazo (reenquadramento etário). A principal característica negativa desse tipo de […]